35 anos para ser feliz

$@by Martha Medeiros

Uma notinha instigante na Zero Hora de 30/09: foi realizado em Madri o Primeiro Congresso Internacional da Felicidade, e a conclusão dos congressistas foi que a felicidade só é alcançada depois dos 35 anos. Quem participou desse encontro? Psicólogos, sociólogos, artistas de circo? Não sei. Mas gostei do resultado.

A maioria das pessoas, quando são questionadas sobre o assunto, dizem: “Não existe felicidade, existem apenas momentos felizes”. É o que eu pensava quando habitava a caverna dos 17 anos, para onde não voltaria nem puxada pelos cabelos. Era angústia, solidão, impasses e incertezas pra tudo quanto era lado, minimizados por um garden party de vez em quando, um campeonato de tênis, um feriadão em Garopaba. Os tais momentos felizes.

Adolescente é buzinado dia e noite: tem que estudar para o vestibular, aprender inglês, usar camisinha, dizer não às drogas, não beber quando dirigir, dar satisfação aos pais, ler livros que não quer e administrar dezenas de paixões fulminantes e rompimentos. Não tem grana para ter o próprio canto, costuma deprimir-se de segunda a sexta e só se diverte aos sábados, em locais onde sempre tem fila. É o apocalipse. Felicidade, onde está você? Aqui, na casa dos 30 e sua vizinhança.

Está certo que surgem umas ruguinhas, umas mechas brancas e a barriga salienta-se, mas é um preço justo para o que se ganha em troca. Pense bem: depois dos 30, você paga do próprio bolso o que come e o que veste. Vira-se no inglês, no francês, no italiano e no iídiche, e ai de quem rir do seu sotaque. Não tenta mais o suicídio quando um amor não dá certo, enjoou do cheiro da maconha, apaixonou-se por literatura, trocou sua mochila por uma Samsonite e não precisa da autorização de ninguém para assistir ao canal da Playboy. Talvez não tenha se tornado o bam-bam-bam que sonhou um dia, mas reconhece o rosto que vê no espelho, sabe de quem se trata e simpatiza com o cara.

Depois que cumprimos as missões impostas no berço — ter uma profissão, casar e procriar — passamos a ser livres, a escrever nossa própria história, a valorizar nossas qualidades e ter um certo carinho por nossos defeitos. Somos os titulares de nossas decisões. A juventude faz bem para a pele, mas nunca salvou ninguém de ser careta. A maturidade, sim, permite uma certa loucura. Depois dos 35, conforme descobriram os participantes daquele congresso curioso, estamos mais aptos a dizer que infelicidade não existe, o que existe são momentos infelizes. Sai bem mais em conta.

Martha Medeiros, é gaúcha de Porto Alegre, onde reside desde que nasceu. Fez sua carreira profissional na área de Propaganda e Publicidade, tendo trabalhado como redatora e diretora de criação  em vária agências daquela cidade. Em 1993, a literatura fez com que a autora, que nessa ocasião já tinha publicado três livros, deixasse de lado essa carreira e se mudasse para Santiago do Chile, onde ficou por oito meses apenas escrevendo poesia.

Riqueza

manoeldebarros

by Manoel de Barros

A maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como sou – eu não aceito.

Não agüento ser apenas um sujeito que abre portas,
que puxa válvulas, que olha o relógio,
que compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora, que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.

Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem usando borboletas.

Manoel de Barros

DIANTE DA ESCOLHA, É PRECISO REFLETIR

by Elaine Ribeiro, Psicóloga Clínica e Organizacional

Cada escolha gera sua consequência e causa um impacto na nossa vida

Como você tem feito as suas escolhas? Quantas vezes, precisando posicionar-se frente a uma situação complicada, você se sentiu confuso, sem saber o que fazer, incomodado ou pensando até mesmo em deixar uma situação de lado? Acho que muitos de nós já passamos por isso!

Nossa vida é pautada também pela possibilidade que temos de escolher, a liberdade de decidirmos, e isso representa o que difere o ser humano. Ao mesmo tempo que decidir é uma possibilidade, torna-se também um grande sofrimento quando nos mantemos na indecisão e na incapacidade de orientar nossas decisões.

 

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Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Para as realizações acontecerem, passos precisam ser dados. Um posicionamento pode nos custar indiferenças, tristezas, mas também muitas alegrias. A indecisão demasiada nos leva até mesmo ao adoecimento e a um conflito emocional. Ao nos colocarmos como reféns de uma decisão que pode ser tomada por nós mesmos, é importante que possamos “colocar na balança” os prós e contras daquela decisão, pensando que ela sempre envolverá uma ação.

Aprenda a posicionar-se

Viver sem um posicionamento ou sempre atrelado às decisões de terceiros pode também ter um preço muito alto, pois, em algum momento de consciência, vamos adotar uma postura negativa, culpando terceiros, eximindo-nos da nossa parte na história.

Muitas vezes, adotamos uma postura de procrastinação, ou seja, de empurrar o máximo do tempo possível para resolver algo, justamente pela necessidade de posicionamento. Ora, também essa postura pode nos ajudar por um tempo (enquanto avaliamos algo), mas se sempre for adotada, gera um ciclo de ansiedade e angústia, pois sempre estaremos “correndo” ou atrasados para resolver algo.

Outra situação que pode acontecer é quando uma pessoa, que busca sempre a perfeição e a melhor opção para todos, também se encontra indecisa. Nosso medo de errar também gera esse bloqueio. Parece que preciso fazer tudo de forma tão perfeita, que caio no processo de indecisão.

Poder de decisão

Decidir, como diz a origem da palavra, é “cortar fora”, ou seja, eu opto por algo e declino de outra coisa. E aí que a tal procrastinação entra: é mais fácil atribuir a terceiros ou não se envolver com algo, por não querer um posicionamento que possa, por exemplo, desagradar alguém.

Os riscos trazem medo, pois envolvem mudança, e isso pode ser uma fonte de ansiedade também. Para tanto, avaliar e confiar em suas decisões será parte desse processo, bem como saber lidar com riscos e fracassos, o que nem todos querem ou conseguem lidar.

Muitas decisões passam por caminhos emocionais anteriormente já seguidos e nem sempre bem-sucedidos: porém, essas situações não podem nos limitar e nos referenciar eternamente. Sou refém das variáveis da vida ou prefiro assumir as responsabilidades das minhas escolhas?

Leia mais:
.: Perdoar é tomar a decisão de começar uma vida nova
.: Vença o medo diante das escolhas
.: O perigo das escolhas provisórias
.: Qual o valor das nossas escolhas?

Elaine Ribeiro dos Santos

Elaine Ribeiro, Psicóloga Clínica e Organizacional, colaboradora da Comunidade Canção Nova.
Blog: temasempsicologia.wordpress.com
Facebook: elaine.ribeiropsicologia Twitter: @elaineribeirosp

Madre Teresa

“Quando condenamos uma pessoa ficamos sem tempo para amá-la”.- Madre Teresa de Calcutá, a santa dos pobres!

Calcutá

Be Happy !!!

“Sé feliz a tu manera, porque la felicidad no es lo que te dicen los demás, sino lo que a ti te hace feliz.”

O QUE DETERMINA A PERSONALIDADE DE UMA PESSOA ?

by Elaine Ribeiro dos Santos

A personalidade de uma pessoa é definida pela totalidade dos traços emocionais

Quando falamos de personalidade, sempre pensamos no conjunto de traços emocionais de uma pessoa, ou seja, como ela reage emocionalmente diante de situações e comportamentos. Isso tem mais a ver quando falamos em caráter, ou seja, se aquela pessoa tem um bom ou mau caráter, como ela age diante da sociedade. No popular, é o tal “jeitão” da pessoa, ou seja, como ela percebe alguém e reage em relação ao outro.

O que determina a personalidade de uma pessoa
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Diferença entre personalidade e temperamento

São coisas diferentes por conceito e por evolução dos estudos da Psicologia. Quando nós falamos em personalidade, cada autor da Psicologia a define de uma forma.
Temperamento se dá como uma reação mais instintiva, biológica. Lá no começo desse estudo, quando pouca coisa se sabia das pessoas, começou-se a perguntar qual era a reação daquele indivíduo frente a determinadas características. Foi quando chegamos ao estudo do que melancólico, colérico, fleumático ou sanguíneo. Já na personalidade, temos um conjunto mais amplo [de fatores] que fala não só do jeito da pessoa ser, mas de uma série de definições de reação, característica e comportamento. É um conceito mais amplo do que o temperamento.

O que realmente significa “personalidade forte”?

Há traços nas pessoas que ficam mais evidentes. Um exemplo é quando falamos no colérico (vou usar a expressão do temperamento de novo): o que marca uma pessoa que tem esse temperamento? É alguém mais enraivecido, que reage de forma mais agressiva. Geralmente, a isso chamamos “personalidade difícil”. No entanto, a popularização desse termo é um erro de conceito.

Personalidade madura

Maturidade não é um sinal apenas de amadurecimento biológico, ou seja, se temos mais ou menos idade. Personalidade madura tem aquela pessoa que consegue viver seus processos emocionais; é aquela que tem, por exemplo, respostas adequadas para um momento, como o término do namoro. Há pessoas que, ao terminar um namoro, conseguem compreender a situação e partem para um outro relacionamento. Outras, no entanto, ficam com um sentimento de vingança e querem tirar satisfação, pois não conseguem entender emocionalmente o fim de uma relação. Diz-se, então, que essa pessoa é imatura no ponto de vista emocional, ou seja, ela não conseguiu ainda conviver e trabalhar com toda a sua emoção. Ela não consegue, por exemplo, sofrer pressão.

Entendemos que a maturidade passa por aspectos não só físicos, mas de compreensão das vivências emocionais e sociais. Nós não podemos nos esquecer de que somos seres biopsicossociais. Temos tudo aquilo que é o nosso biológico, psicológico e aquilo que é nosso convívio na sociedade. Podemos ser pessoas imaturas quando, por exemplo, não sabemos nos relacionar num grupo, conviver positivamente no trabalho, na escola ou no lazer.

O que forma a nossa personalidade?

A nossa personalidade é formada por infinitas situações, e uma delas é a nossa estrutura familiar, o berço onde nascemos, como fomos criados e inseridos na sociedade. Então, se somos pessoas muito expostas a festas e eventos, isso vai dizer se vamos nos tornar pessoas mais falantes, com um jeito mais extrovertido. Se alguém tem uma reação de birra, com uma criança que sempre busca ser agradada, percebemos que ela é um adulto que age como uma criança, ou seja, que só fica bom quando é do jeito dela, que só fica legal quando faz do jeito que ela gosta. Isso também é um traço e um conjunto de questões que vão formar a personalidade madura.

Outra questão que contribui muito para formar a nossa personalidade é a forma de aceitação do nosso “eu”. Primeiro, é preciso que nos aceitemos como somos, entretanto, hoje temos uma exigência da sociedade de seguir o modelo que ela nos impõe. Então, a primeira coisa é nos aceitarmos do jeito que somos, perfeito ou com limitações, para que nos entendamos. Temos de pensar também na aceitação daquilo que são as nossas dificuldades, mas há aqueles que não conseguem conviver com isso, o que é algo bastante complicado.

Problemas de uma pessoa imatura

Uma das maiores queixas, ao falarmos de problemas, é quando demitimos alguém. Aquele que se desliga, geralmente, é uma pessoa que tem problemas de relacionamento; não porque seja ruim tecnicamente ou não conheça aquilo que faz, mas alguém imaturo pode não conseguir se fixar num relacionamento nem estabelecer um bom vínculo no seu trabalho, pode não conseguir definir um destino profissional. É aquela pessoa que hoje faz culinária, amanhã faz desenho, depois desiste e faz administração; daqui a pouco, acha melhor abrir uma barraquinha de cachorro-quente. Mesmo assim, está sempre descontente. Esses são os principais problemas que podemos ter, porque vai chegar uma hora em que os grupos vão se fechando e a pessoa vai se sentindo muito só.

Em um relacionamento, que fatores devem ser observados para saber se o outro tem domínio sobre a sua afetividade?

Conhecer o outro é sempre um mistério. Principalmente, observar como é a sua forma de ser responsável. Ele é uma pessoa que cumpre o que diz? É alguém que se adapta fácil às situações ou tem dificuldade de mudar? Como é o humor dessa pessoa? Ela é constante ou oscila muito? Como é o afeto dela, como mostra que ama? Ela é alguém mais extrovertida? O importante é percebê-la socialmente, não só com você, porque, às vezes, existe o erro de olhar o relacionamento só “você e o outro”, mas não vivemos só “eu e o outro”, mas com amigos, com a sociedade.

Influência da razão e do sentimento

Nós podemos sempre reagir ou tomar decisões com base na razão ou na emoção. Se essa minha emoção é mal trabalhada ou mal canalizada, e eu pauto minha decisão apenas nisso, corro um grande risco de fazer algo errado. O que é importante nesse aspecto é se eu sou um ser apenas racional; e razão também é uma qualidade no ser humano. Há pessoas que são extremamente racionais, analíticas, perceptivas nesse ponto. Outras, são totalmente intuitivas. É importante observar isso, porque a razão tem uma influência, mas ela não é a única forma de reagirmos.

Elaine Ribeiro dos Santos

Elaine Ribeiro, Psicóloga Clínica e Organizacional, colaboradora da Comunidade Canção Nova.
Blog: temasempsicologia.wordpress.com
Facebook: elaine.ribeiropsicologia Twitter: @elaineribeirosp

MAQUIAGEM PARA ENXERGAR O AVESSO

by Márcia Ribas

A maquiagem vai além da cor, dos traços e da vaidade

Esses dias, um amigo maquiador teve uma ‘sessão sinceridade’ comigo e disse que achava um absurdo eu não usar maquiagem diariamente. Logo eu que prezo tanto o belo, a maquiagem, a autoestima, o cuidado com o corpo… Enfim, minha resposta foi automática: “Se você soubesse a correria que é o meu dia, com certeza não me diria isso. Não dou conta nem do que preciso fazer, imagine o resto!”.

Maquiagem pra enxergar o avesso
Arquivo pessoal

O tempo passou e o que ele me disse acabou fazendo sentido para mim. Entendi que separar dez minutos do dia para fazer uma maquiagem simples, mesmo em meio à correria, não é algo banal ou supérfluo, mas sim um benefício enorme para elevar e fortalecer a autoestima, algo primordial para enfrentar as surpresas da vida com mais sustância.

Percebo o olhar diferente das pessoas para mim quando estou maquiada. E o que mais me chama à atenção é a forma com que me olham, como se enxergassem uma força maior ou algo que não se pode definir, mas que está ali e que se expressa por meio da maquiagem, a qual, nesse momento, serve como um imã atraindo algo de dentro para fora.

A maquiagem vai além da cor, dos traços ou da vaidade. É imensamente mais que uma simples arma de sedução. Há nela um mistério inquieto e consistente, ao mesmo tempo, completamente sutil, e que nós mulheres temos o direito e dever de absorvê-lo. Não apenas pela técnica, mas com vontade de viver e de se conhecer. É maquiagem para enxergar o avesso.

Ao detectar isso, decidi perseguir essa imagem e descobri que a maquiagem é um meio e não simplesmente um fim. Externamente, ela evidencia a beleza natural; internamente, potencializa e traz para fora o que temos de melhor e talvez não tão conhecido nem trabalhado. A maquiagem tem importância e merece espaço considerável na vida de toda mulher. Portanto, ‘ganhe’ tempo com ela, vale a pena o investimento. Além disso, pense que sua beleza é única, portanto, pode e deve ser descoberta e aprimorada cada vez mais. Tudo isso pensando no seu bem, na possibilidade de assumir, cada vez mais e melhor, o lugar que já é seu; dessa forma fazer bem para as pessoas que estão ao seu lado, pois o efeito é concreto e contagiante.

Acredito que a beleza é algo interior, quase que totalmente desvinculada do exterior no sentido de que sem ela o que é bonito é fugaz, enquanto o que é belo é eterno. Assumi-la e exteriorizá-la trabalha a coragem e a liberdade de ser simplesmente o que se é. Permite tomar posse do próprio potencial, desenvolve e eleva a autoestima e abre um leque de possibilidades diante da vida. Lembrando que a vida é feita de ciclos e se constrói em meio às dúvidas e incertezas.

Enfrentar a vida com mais ou menos beleza é questão de escolha, e você tem razão em qualquer uma delas. É muito mais do que erro ou acerto, é a experiência de viver com liberdade, coragem e responsabilidade as consequências dos próprios atos.

Uma coisa é certa: a vida é bela independente dos acontecimentos. Constatar isso depende da leitura que se faz diante dos fatos. Quanto mais sua beleza interior estiver trabalhada e exteriorizada, mais possibilidade terá de enxergar a beleza da vida.

Pode soar como loucura da minha parte por conta também da correria do seu dia a dia, dos milhões de afazeres que eu sei que você tem, mas, mesmo assim, eu o convido a fazer o seguinte: separe 10 minutos do seu dia para se maquiar. Se você não tem o costume de usar nada, passe rímel e batom que já está de bom tamanho para começar. O resto é questão de tempo. Pense que essa maquiagem é para enxergar o avesso também.

Tente manter-se fiel no propósito e depois me conte o resultado. Pode ser?

Uma coisa é certa: hoje podemos ser melhores do que ontem, simplesmente porque há muito por se descobrir. Tenha um ótimo trabalho.

MaqMárcia Ribas

Márcia Ribas é formada em Comunicação Social (Rádio e TV), pós graduada em Counseling –  “a via intermediária entre o psicoterapeuta e o cabeleireiro”. Com o desejo de usar da beleza e autoestima para ajudar as pessoas no processo de uma busca autônoma de solução ou transformação em suas vidas, Márcia criou um blog que relata sua experiência ao emagrecer quarenta quilos através de reeducação alimentar e atividade física. Em seu blog relata como foi altamente impactada ao descobrir o valor de ser gente, única e digna de cuidado, atenção e amor próprio. Página pessoal da autora: marciaribas.com.br

 

OS MAIORES DESAFIOS DEPOIS DO DIVÓRCIO

by Judith Dipp

Sabemos quão difícil é carregar a cruz, e um divórcio indesejado é uma cruz gigante

É fato que hoje muitas pessoas se divorciam na tentativa de melhorar sua vida, porém não estão cientes de todos os desafios que terão de enfrentar e as consequências inevitáveis que esse processo traz consigo.

Na Bíblia, em Malaquias 2,16, Deus nos diz que odeia o divórcio. Em Mateus 19,60 vemos que o casamento é uma união permanente. “Muitos casamentos, que foram desfeitos por motivos triviais, poderiam ter sido salvos se marido e mulher tivessem sido capazes de se perdoar mais” (cf. Mateus 18,21-22).

Incertezas e angústias

Na justiça, o divórcio pode, muitas vezes, legalizar um estado de discórdia entre um casal, configurando um processo de disputa e exigindo a criação de novas estruturas de convivência doméstica, principalmente no que diz respeito a pais e filhos. Tanto no âmbito da Psicologia Clínica quanto no âmbito judicial, os estudos demonstram que os conflitos vividos pelos pais, antes e durante o processo de um divórcio, causam problemas de ajustamento nos filhos, que vivenciam o divórcio como um mistério que precisa ser explicado com clareza e objetividade. Todos os familiares vivenciam incertezas e angústias que ameaçam a estabilidade pessoal, exigindo a elaboração de uma perda.

Desafios do processo

Os desafios decorrentes desse processo são muitos. Os problemas financeiros, a criação de filhos, a solidão, muitas vezes esmagadora, e o sentimento de fracasso são alguns dos problemas e desafios que os divorciados enfrentam. Por mais que este tenha sido consensual, muitas vezes leva muito tempo para desaparecer.

Surgem sentimentos de perda, fracasso, desamparo, abandono, rejeição, medo, insegurança e incertezas circundando esses sujeitos, que afetam diretamente os novos arranjos familiares e que precisam ser trabalhados.

Seguem abaixo algumas dicas e os principais desafios que podemos enfrentar nesse processo:

Suporte

A primeira coisa aconselhável a ser feita é buscar um bom suporte espiritual e também psicológico. Nesse momento, é de fundamental importância poder contar com alguém de confiança, ter um espaço para compartilhar sua história e seus sentimentos, dividir as dores da perda e receber um suporte profissional para ajudá-lo a reestruturar a vida e se preparar para esse novo momento, onde muitos ajustes precisam ser feitos. Então, tanto a psicoterapia, na busca por um bom psicólogo, como também a direção espiritual feita por um bom sacerdote, podem constituir um ótimo ponto de partida. São meios bastante adequados para fortalecer a pessoa e também lhe proporcionar ferramentas para enfrentar com coragem os desafios que virão.

Vida financeira

Já diz o ditado que divórcio é sinônimo de prejuízo, e isso é um fato. Tudo o que o casal tinha antes será, agora, dividido por dois. A divisão das economias empobrece ambas as partes e isso é inevitável. Você vai perder reservas e aumentar os custos da sua vida. Portanto, deve estar preparado para isso.

Filhos

Visitas, pensão e educação. Não é preciso dizer que, muitas vezes, serão eles que arcarão com as duras consequências da separação dos pais. É preciso reservar tempo, com calma, para conversar e garantir a seus filhos que você os ama; sobretudo, explicar-lhes que eles não são os responsáveis pelo divórcio dos pais. Responda suas perguntas da forma mais sincera e objetiva possível, evite distribuir culpas e busque preservar e manter em harmonia a relação deles com o pai e a mãe. Continuar na mesma casa e manter a mesma rotina pode ajudar a também buscar uma boa rotina espiritual.

Amigos

Amigos são para sempre, mas a dura realidade é que, na separação, há também uma divisão natural daqueles com quem vocês mais conviviam enquanto casal. Por outro lado, é provável que o seu meio social mude naturalmente com o decorrer do tempo.

Moradia

Esse também pode ser um impasse entre o casal que se separa. Como a maioria dos processos caminha para que a guarda dos filhos seja compartilhada por ambos os genitores, ainda assim é comum que os filhos passem mais tempo com a mãe, que assume normalmente a rotina de escola, saúde, higiene, alimentação etc. Se isso não esbarrar em outros tipos de problemas, é aconselhável que a mãe permaneça no local de moradia anterior à separação, para que, dessa forma, altere-se o menos possível a rotina dos filhos. Num processo de divórcio consensual, a residência entra como objeto de partilha, mas pode ficar como “usufruto dos filhos” até que os mesmos atinjam a maioridade.

Identidade pessoal

Quem sou eu sem minha mulher, sem meus filhos ou marido? Essa pergunta pode rondar sua mente nos primeiros momentos depois de uma separação. Nesse aspecto, a ajuda de um bom profissional pode ser muito útil, para que, aos poucos, você possa recuperar de volta a sua identidade pessoal dentro desse novo modo de vida. Por isso, é importante ir atrás de referências, antigas ou novas, que venham reforçar sua identidade .
Vida familiar

Quando um casal decide se separar, há também um ajuste importante na vida dos familiares envolvidos direta ou indiretamente. É muito importante, nesse momento, voltar-se, um pouco mais, para os “seus familiares”, que podem ser, grande ajuda e suporte, sobretudo nas fases iniciais.

Outro aspecto importante será redefinir como ficarão as relações com a família do ex-cônjuge, com quem, muitas vezes, os laços são muito estreitos e já se considera parte da sua família também. Aos poucos, um novo formato de relação surgirá, mas procure sempre manter o vínculo dos avós e tios com seus filhos.

Estilo de vida e estado civil

Aqueles hábitos que você tinha antes de separar-se, como sua vida social e atividades de lazer, por exemplo, agora serão diferentes. Você tomará muitas decisões sozinho, a não ser as que envolvem seu tempo com seus filhos. Também pode acontecer, em alguns casos, que a mulher fique em tempo integral com os filhos, o que, certamente, acarretará sobrecarga, exigindo que ela se desdobre para dar conta do recado.

Alguns homens podem sentir-se novamente como na época de solteiros e ter o desejo de viver como tal, saindo com amigos solteiros, buscando namoricos e relações passageiras, até como forma de reviver os bons tempos antes do casamento. O fato é que a vida mudou e os tempos são outros, o matrimônio marca profundamente a vida de uma pessoa, e para nós cristãos é um laço indissolúvel. A não ser que um Tribunal Eclesiástico declare nula essa união.

Para muitas mulheres, pode ser até humilhante assumir perante a sociedade e a Igreja seu novo status como “divorciada”, principalmente se em seu coração não desejava a separação. Esse também é um tema que deve ser tratado com todo cuidado junto a um terapeuta ou diretor espiritual.

Atividades sociais

Casais normalmente têm atividades sociais diferentes de pessoas solteiras, sobretudo casais com filhos. Nessa nova condição de vida, tanto o homem com a mulher levarão algum tempo até ajustar novamente sua vida social, a escolher as companhias para sair, talvez encontrar pessoas que estejam no mesmo estado de vida.

Em alguns momentos, os filhos estarão presentes; em outros, você estará sozinho.
No início, pode parecer estranho ou até mesmo fazer com que você se sinta deslocado em determinado ambiente. Aos poucos, as coisas tendem a se definir e você se adaptará a esse novo contexto.

Nova união

É muito comum que, nesse momento, logo após a separação, muitas pessoas venham dar conselhos; um deles é que a melhor forma de esquecer um amor é encontrar outro.

“São numerosos hoje, em muitos países, os católicos que recorrem ao divórcio segundo as leis civis e contraem civilmente uma nova união. A Igreja, por fidelidade à palavra de Jesus Cristo – ‘Todo aquele que repudiar sua mulher e desposar outra comete adultério contra a primeira; e se essa repudiar seu marido e desposar outro comete adultério’ (Mc 10,11-12) –, afirma que não pode reconhecer como válida uma nova união se o primeiro casamento foi válido. Se os divorciados tornam-se a casar com outra pessoa, mesmo que no civil, ficam numa situação que contraria objetivamente a lei de Deus. Portanto, não podem ter acesso à comunhão eucarística enquanto perdurar essa situação. Pela mesma situação, não podem exercer certas responsabilidades eclesiais.

A reconciliação pelo sacramento da penitência só pode ser concedida aos que se mostram arrependidos por haver violado o sinal da aliança e fidelidade a Cristo, e se comprometem a viver uma continência completa.”

Matrimônio só deixa de existir quando sua nulidade é declarada, o que só pode ser feito por um Tribunal Eclesiástico.

Vida de oração e Igreja

Assim como foi dito no início, ter um bom terapeuta para acompanhá-lo nesse processo e um bom diretor espiritual são de fundamental importância, mas isso deve ser reforçado com uma vida constante de oração e frequência assídua à igreja, às Missas e aos sacramentos.

A Igreja, nesse momento, mais do que nunca é Mãe e deve acolher o divorciado. Sabendo da grande dificuldade que se avizinha, compadecendo-se da dor, a Igreja está sempre presente para perdoar e acolher, mesmo em caso de queda.

Sabemos quão difícil é carregar a cruz, e um divórcio indesejado é uma cruz gigante. Talvez essa seja uma oportunidade para um testemunho único, uma prova de amor a Deus maior que tudo, quando renunciamos ao amor a nós mesmos por uma prévia promessa feita a Ele, a do matrimônio. Então, no momento que conseguirmos olhar esse sofrimento como a cruz que nos assemelha a Cristo, unimos nossas dores às d’Ele, que, certamente, nos dará força, coragem e sabedoria necessárias para enfrentarmos esses desafios. Confiantes e certos de que não estamos sozinhos nessa luta, a Igreja nos acolhe e recebe; e Jesus Cristo caminha ao nosso lado. Confiantes em Suas promessas, podemos viver sem pecar .

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Formada em Psicologia, Judith foi cofundadora da Comunidade de Aliança Mãe da Ternura e voluntária num Centro de Atendimento e Aconselhamento para Mulheres ( Montgomery County Counselling and Carreer Center), em Washington, nos Estados Unidos. Atualmente, é psicóloga da Escola Internacional Everest, do Lar Antônia e da Congregação dos Seminaristas Redentoristas, todos com sede em Curitiba (PR), cidade onde reside.

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM “TOC RELIGIOSO”?

Terco

O TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo  –  Religioso existe e surge nos pensamentos

Segundo Aristides Volpato, especialista em Transtorno Obsessivo Compulsivo, o TOC é caracterizado por pensamentos específicos, imagens e palavras que “invadem” nosso pensamento e consciência. A questão do problema é que esses pensamentos distorcidos surgem constante e repetitivamente, tornando-se, assim, uma obsessão. Esse pensamento obsessivo provoca nas pessoas um sentimento de angústia, medo, aflição e falta de controle, por não conseguir controlar os pensamentos. Assim, acabam reagindo a esses pensamentos intrusos e impositivos, realizando aquilo que lhe é ordenado.

Imagino que muitos de vocês já ouviram falar sobre TOC, mas tenho certeza que poucos ouviram dizer que existe TOC Religioso. Essa categoria existe e é classificada como obsessiva, ou seja, que surge e é forte a partir dos pensamentos.

O que é TOC Religioso?

Todo mundo que é religioso tem TOC? Não! Existe uma diferença entre o comportamento religioso e o obsessivo. Como diferenciar então? A pessoa que sofre o transtorno tem pensamentos e comportamentos irracionais, tornando-se “desajustados” aos olhos daqueles que estão a sua volta.

No âmbito da obsessão, o conteúdo dos pensamentos mais comuns são: pecado, demônio, culpa, escrupulosidade, sacrilégio e blasfêmia. Um exemplo de conteúdo do pecado: a mulher casada pensa “não posso ter relação sexual com meu esposo, porque sentirei prazer, e isso é pecado”.

Independente do conteúdo que a pessoa possui, mesmo sabendo que são absurdas e ilógicas, não se consegue desvincular dele. Assim, surge o comportamento ritualizado e repetitivo para sua sobrevivência. Como assim? A pessoa se confessa, todos os dias, ou um dia sim e outro não. Fica, em tempo integral, com um terço que foi abençoado pelo padre X e que tem muita unção. Faz jejum diariamente como forma de penitência.

O que acontece é que quem tem TOC religioso tem como conteúdo do seu transtorno práticas religiosas, ficando um pouco difícil de saber se é devoção e um relacionamento sadio com Deus, ou se já virou um transtorno.

Aprenda a identificar o TOC Religioso

CancaoAline Rodrigues é missionária da Comunidade Canção Nova, no modo segundo elo. É psicóloga desde 2005, com especializações na área clínica e empresarial. Possui experiência profissional tanto em atendimento clínico, quanto empresarial e docência.

Eu entendo realmente o que o outro diz?

EntenderElaine Ribeiro dos Santos

Um desafio nos relacionamentos – sejam eles na escola, no trabalho, em casa, com os amigos – é buscar o equilíbrio entre o falar e o escutar, sobre o quanto se fala e o quanto e como se escuta. Ouvir não é apenas colocar seu ouvido em escuta, ou seja, absorvendo o que o outro está falando, mas também perceber o que exatamente o outro diz para conhecê-lo melhor.

Quando você vai a uma loja onde o vendedor tem uma perfeita compreensão do que deseja, ele geralmente é assertivo e traz exatamente o produto que você busca, não é mesmo? Quando ele está distraído com outras coisas, preocupado com outras pessoas ao redor, geralmente você se incomoda, pois sente que ele não se comunica verdadeiramente com você.

Podemos comparar essa situação com nossos relacionamentos: quando não conseguimos “sair de nós mesmos” para perceber o outro, geralmente a comunicação vai mal. Mais complicado ainda quando, nesses relacionamentos, nós damos a nossa interpretação, muitas vezes, cheia de distorções, daquilo que ouvimos e tiramos conclusões precipitadas.

Para que possamos ser melhores ouvintes, é importante que possamos captar corretamente o sentido daquilo que a pessoa diz, evitando, assim, uma enxurrada de mal-entendidos. Mais do que as interferências e os ruídos externos numa mensagem, o que mais atrapalha são os ruídos internos, ou seja, aquilo que fica em nós e interpretamos, que então nos tira do foco e do real sentido daquela conversa.

A tendência das pessoas é ouvir apenas o que querem ouvir e olhar apenas o que realmente querem ver, ou seja, acabamos sendo seletivos e dando uma opinião individualizada e até mesmo conveniente a nós naquele momento.

Uma certa expressão diz que escutamos meia parte do que é falado, prestamos atenção na metade dessa metade e lembremos da metade disso tudo. Sendo assim, já pensou como e quanto retemos do que conversamos? E se desse pouco ainda tirarmos sentidos particulares, os resultados serão complicados.

Quando escutamos atentamente, demonstramos aceitação do outro e, acima de tudo, uma atitude amorosa e tão em falta em nossos dias atribulados e cheios de tecnologia e velocidade.

Que tal começar aos poucos a rever a forma como tem se comunicado no dia-a-dia em seus relacionamentos? Muitas vezes, aquela dificuldade com uma pessoa pode estar na pouca disponibilidade em ouvir, ou ainda, na forma como você interpreta, erroneamente, a mensagem do outro.

* Pense nisso!

ElaineElaine Ribeiro, Psicóloga Clínica e Organizacional, colaboradora da Comunidade Canção Nova. Blog: temasempsicologia.wordpress.com – Twitter: @elaineribeirosp

Poesias e Cia - Ana de Lourdes Teixeira

Sem pretensões... O único desejo é compartilhar com as pessoas o que escrevo.

imperfeitoparaiso

Aleatoriedades

simple Ula

I want to be rich. Rich in love, rich in health, rich in laughter, rich in adventure and rich in knowledge. You?

A DOSE DO DIA

O dia mais bem humorado da semana ;)

Crazy 40 Blog

Caem as máscaras, remove-se a maquilhagem e nada mais pode esconder-se; nem a realidade do rosto, nem os artifícios. Continua o fogo a arder, mas nada se dispersa. E a paisagem escondida, outrora encoberta, aflora à superfície do ser. --------------- Dulce Morais

frascodememorias.wordpress.com/

“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).

Livros e Vitrolas

Na dúvida, leia!

litheratrupeblog.wordpress.com/

Grupo de escritores de São José dos Campos e Jacareí, com a ambição de se tornar um veículo de comunicação atuante, essa turma conta com a união e talento de seus membros para atingir seus objetivos.

Blog Caderno da Lua

#ApoioAutoresNacionais

Meio pão e um livro

Eu, se tivesse fome e estivesse à míngua na rua, não pediria um pão; pediria meio pão e um livro. (García Lorca)

O Outro Lado

Porque o melhor lado é o dentro

Abstract Art by Sharon Cummings

An artist with an irresistible urge to create!

Compasso Lento

Leia com passo lento...

Devir

O que vejo, sinto e imagino em letras.

Posso Dar Uma Dica?

Dicas para facilitar o dia a dia

essa tal de Alemanha

Crônicas do dia a dia

Letíciando

por Letícia Siller

Clau Assi, poesias.

Sonhos, realidades e poesias.

EscreViver

"O que é mais difícil não é escrever muito; é dizer tudo, escrevendo pouco" [Júlio Dantas]

It's a very deep sea

Um site sobre palavras

Divergências Vitais

Memórias, dicas e "causos" de uma brasileira vivendo na Alemanha.

Desabafos em rodapé

espaço reservado a desabafos tipo assim um bocadinho "crazy" "or not"

Vida de Mil Fases

São fases da vida,elucubrações variadas. É um túnel do tempo, é uma realidade inventada.

Pensamentos In_Versos

No vício da escrita, encontram-se os ditos, os amantes, os gritos internos e todos os avessos...

Trotamundos

by Tati Sato

Simplesmente Lola

Eu e minhas aventuras

Bloco de notas

Escrever é como uma terapia, um socorro, uma esperança. Estando feliz, apaixonada, triste, decepcionada escrevo, pois sei que lendo-me consigo me entender. Escrever é como fugir para um mundo secreto, meu universo particular onde não é proibido sonhar.

Minha Vida Comigo

Medical, Health & Wellness Coach - ACC/ICF - Um câncer em 2013, aos 31 anos, foi o gatilho que me fez querer viver a vida como protagonista. Seja qual for o seu desafio, saiba que ele é possível!

"Meu Cantinho"

Lindas mensagens...

Catarina voltou a escrever,

com vírgulas, pontos e dúzias de reticências...

Mariel Fernandes

A vista dos meus pontos

Blog da Bia

Assuntos Diversos e Diversos Assuntos

Ô essa menina

Assuntos Diversos e Diversos Assuntos

This German Life

um blog sobre nós dois (três) e a Alemanha

Diário de uma Teimosa

dicas de Estocolmo e da vida na Suécia

Eis a questão ...

Um blog realmente pessoal, que guarda um pouquinho de tudo aquilo que a autora gosta, faz, inventa, cozinha, desenha. Por isso, não precisa fazer sentido, não tem pretensões de seguir uma linha ou chegar a algum lugar específico: apenas existe para registrar, guardar e compartilhar um pouco dessas coisas de Olivia.

Sacudindo as ideias

Exercícios literários, escrita solta, pensamentos...

Assuntos Diversos e Diversos Assuntos

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