OS TRANSTORNOS DA SEXUALIDADE

Imagemby Destrave

A sociedade apresenta cada vez mais os sintomas dos transtornos causados pela ideologia do sexo fácil, livre e sem responsabilidade. A cada dia, cresce o número de pessoas mergulhadas em compulsões de ordem sexual, viciadas em pornografia e mergulhadas num vazio interior. Como enfrentar este problema?
O que é a sexualidade humana?

As pessoas precisam ter em mente que a sexualidade corresponde ao todo do ser humano. É um conjunto de relações corporais, afetivas, psíquicas, mas também um projeto espiritual. “O ser humano é corpo, mente e espírito. Estas três realidades precisam estar integradas para que a pessoa tenha uma sexualidade saudável. Se ela, por exemplo, faz sexo só com o corpo ou por uma compulsão psíquica, porque ‘deu vontade’, então ela está dilacerando o todo da sexualidade”, diz Pe. Paulo Ricardo da Arquidiocese de Cuiabá (MT).

Transtorno Compulsivo Hiperativo

“A compulsão sexual ocorre quando a pessoa tem, no sexo, a sua única forma de prazer. Geralmente, as pessoas que apresentam este tipo de transtorno sofrem com ansiedade, timidez, TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) e depressão, mas o que determina que a pessoa está dentro deste quadro é quando ela começa a ter prejuízos na sua vida cotidiana”, explica a psicóloga e terapeuta Gabriela Monéa.

Estima-se que 5 a 6% da população mundial sofra com este problema da compulsão sexual, sendo que a prevalência dos casos recaem sobre os homens. No entanto, existe um fenômeno que vem chamando a atenção dos especialistas: o crescente número de mulheres viciadas em sexo e pornografia.

“O sexo, na minha vida, era uma questão de vício, porque eu saia com um homem a cada noite. Eu tomava muita pílula do dia seguinte, era praticamente uma por dia”, diz a jovem A que prefere não se identificar.

O vício da pornografia

O fenômeno da pornografia é outro problema que atinge homens, mulheres e até crianças. Com a internet, o acesso a estes conteúdos chegam à incrível marca de 28 mil por segundo em todo o mundo. “O que há na pornografia é uma forma de olhar a pessoa como um objeto de consumo”, diz Pe. Paulo Ricardo.

Para o jovem N. (que prefere não se identificar), o vício chegou de forma muito rápida e intensa. “Era acesso à internet todos os dias. Eu acessava e, depois, ficava naquele vazio me perguntando: ‘Por que eu fiz isto de novo?’ Quando a gente vê, não consegue sair mais, é uma bola de neve que vai nos levando, cada vez mais, para o buraco”.

Para o doutor em Teologia Moral e formador geral da Comunidade Canção Nova, Pe. Wagner Ferreira, não existe outra forma para se livrar do problema a não ser pedindo ajuda. “A pessoa precisa saber que, cada vez que ela guarda este transtorno para si, mais ele vem com força. Então, é preciso partilhá-lo com um amigo, uma pessoa da família e pedir ajuda.”

* Tem que pedir ajuda de pessoas da família ou especializadas nisso, não acham???!!!

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10 responses to this post.

  1. Nossa, isso me lembrou uma amiga que se separou do primeiro marido pq ele era meio obcecado com sexo e ele gostava de filmar vídeos caseiros de suas performances com outras mulheres e ficava assistindo. Mas ele tinha um comportamento absolutamente normal na frente de todos.

    Distúrbio totall!

    Kisu

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  2. Acho que o maior problema quando o assunto é vício em pornografia é achar que vai ser igual na vida real, os garotos e garotas começam a ver esse tipo de coisa muito cedo, ai quando chega a hora de manter relações com alguém acha que está tudo errado, que não é daquele jeito. Mal sabem eles que para gravar um filme é preciso de horas e horas de filmagem, ensaios, que aquilo que assiste e adora praticamente não existe na vida real. O pior é que eu já vi gente dar fim em casamento por conta disso, por achar que a parceira não era boa o suficiente.
    Adorei o seu texto, grande Abraço! =)

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    • Karol, adorei também o seu comentário. Esses filmes e vídeos que exploram por aí incentivam fantasias sexuais e a vida a dois acaba dependendo de cansativas “taras”. O pessoal se esquece de passar aquele carinho de amor sólido no relacionamento. Nós não nascemos com manuais de funcionamento portanto nada como sermos normais como o nosso coração pede.
      Beijo

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  3. O acesso hoje a esse tipo de conteúdo é muito livre, infelizmente, talvez por isso seja mais propenso também criar nas pessoas que já têm essa fraqueza, um vício. Tudo na vida em excesso não é bom, o equilíbrio tem que ser buscado por cada um, reconhecer que precisa de ajuda é o primeiro passo fundamental. Gostei imenso Manô! Gr. Bj.!

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  4. Posted by Olivia Alves on 20 de outubro de 2013 at 15:54

    Acho que o importante é conseguir perceber o limite entre o normal e o doentio. Pois a confusão entre os dois pode ser ruim nos dois sentidos: alguém que se sinta mal por sua sexualidade, achando que está ultrapassando limites sendo que não está; e alguém que ultrapassou os limites saudáveis e acredita que isso é normal.
    Enfim, procurar ajuda, especialmente de profissionais, é sempre uma boa saída!

    Muito interessante o tema!

    Beijo

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  5. Interessante ler isso aqui, ando pensando e lendo muito sobre esse assunto. Inclusive assisti Admirável Mundo Novo essa semana e amei.
    Concordo em gênero, número e grau quando diz que a sexualidade corresponde ao nosso todo e não é só uma questão de desejo. É alma e o emocional que entregamos junto com o corpo.

    PS.: parece que consegui resolver o problema de redirecionamento do wordpress para o blogger. Só que precisei excluir o blog do wordpress, mas clicando na minha foto ou nome aqui nos comments vc vai direto para o blogger.

    Beijo

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    • Paula, como sempre, adoro o seu comentário. Também para mim foi uma lembrança bacana essa entrega total. Nada mecânico ou animalesco.

      De fato resolveu mesmo a sua retirada da minha “plataforma” (rs…rs) para pular no Ô Essa Menina. Agora vou direto. Você é um amor de pessoa.
      Um maravilhoso domingo para você.

      Beijo

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