MÃE

Imagemby Cora Coralina

Renovadora e reveladora do mundo

A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos,
não os entregues à creche.
Creche é fria, impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti.
Não o desligues da tua força maternal.
Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições…
Empregos fora do lar?
És superior àqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino
de ser mãe
Em ti está presente a humanidade.

Mulher, não te deixes castrar.
Serás um animal somente de prazer
e às vezes nem mais isso.
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.
Tumultuada, fingindo ser o que não és.
Roendo o teu osso negro da amargura.

* O que acham da sugestão da poetisa???!!!

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8 responses to this post.

  1. Qualquer coisa que se fale bem de mãe, eu tô assinando embaixo, meu querido rs

    Kisu!

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  2. A mulher na história é um rio que desaguou para o mar. Sempre gostei da minha independência, mas não vou mentir, se pudesse, teria deixado tudo pra poder criar meus filhos e me dedicar inteiramente à eles. Teria permanecido nas margens, desde que isso não me fosse um tormento. Infelizmente a realidade de muitas não permite isso, e para aquelas as quais permite, é realmente lamentável que em vez de criar os filhos, deleguem essa tarefa para terceiros. Ler Ana é sempre um prazer! Gr. Bj. Manô!

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    • Cris, seu comentário é bastante pertinente. Postei isso com a Cora Coralina mais no intuito de “provocar” as opiniões a dizerem que os tempos mudaram, como com um bom jogo de cintura você o fez. A Cora Coralina está perfeita para o tempo dela. Nós, infelizmente seguimos uma realidade outra. Se está certa ou errada, não sei. Daqui 50 anos vamos poder ver o resultado de educar filhos por “chocadeira”, nõa é?!
      Um beijo,
      Manô

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  3. Manoel,
    Não direi o que acho da sugestão da poetisa, mas sei que o importante para qualquer pessoa, é realizar-se. Seja essa realização na “independência” que providencia um emprego e o sucesso profissional, seja ela no lar, rodeada dos seus pequenos.
    Mas, em nenhum caso, um ou outro devem tornar-se uma reclusão imposta pela sociedade supostamente “bem pensante”. Cabe a cada um, incluindo a cada mãe, encontrar-se por si próprio e não pelo que lhe é imposto.
    Abraço!

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  4. Ah esse velho novo assunto; o “ser ou não ser” do sexo frágil: ser mãe, ser mulher, trabalhar, dirigir, pagar as contas… e (será?) beber, falar palavrão vez ou outra, entender um pouco de mecânica e futebol, querer um pouco mais de prazer, ser um pouco mais egoísta (egoísta?), menos servil, querer que ajudem a preparar o jantar e lavar a louça e, eventualmente, ter de deixar os filhos na creche! Sou mãe de 3 filhos: a melhor parte de mim!!! Mas não sou beata, nem beatificável: não dou conta de tudo e tenho arroubos de egoísmo! Pertenço a essa “espécie ainda envergonhada, mas sou desdobrável, como descreve Adélia Prado:

    Com licença poética

    Quando nasci um anjo esbelto,
    desses que tocam trombeta, anunciou:
    vai carregar bandeira.
    Cargo muito pesado pra mulher,
    esta espécie ainda envergonhada.
    Aceito os subterfúgios que me cabem,
    sem precisar mentir.
    Não sou feia que não possa casar,
    acho o Rio de Janeiro uma beleza e
    ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
    Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
    Inauguro linhagens, fundo reinos
    — dor não é amargura.
    Minha tristeza não tem pedigree,
    já a minha vontade de alegria,
    sua raiz vai ao meu mil avô.
    Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
    Mulher é desdobrável. Eu sou.

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