AMOR PERFEITO

amor_perfeitoby Dado Moura

Todos queremos encontrar alguém e viver um relacionamento que dure eternamente. Muitas revistas investem em matérias que prometem nos ajudar a encontrar o par ideal em dez passos, com apenas alguns testes. Mas, infelizmente, não há um gabarito para viver um amor perfeito, tampouco “mandinga”, simpatias ou qualquer outra receita.

Há quem duvide da existência desse sentimento, mas se há interesse em viver um grande amor, precisamos nos comprometer verdadeiramente com a pessoa amada.

Precisamos acreditar que podemos fazer sempre algo a mais para conquistar o coração das pessoas com quem convivemos. Para alcançar essa meta é imprescindível nosso empenho em promover a felicidade de quem amamos. Um exemplo dessa dedicação acontece com as mães, que acordam cedo para preparar o café das crianças. O mesmo fazem os pais que dedicam a vida no trabalho para conceder conforto para os seus, entre outros.

Se perguntarmos a nossos pais o quanto lhes custou todo esse esforço, certamente eles dirão que foi a satisfação de ver os filhos crescerem.

Em nossos relacionamentos, geralmente começamos com grande afinco no exercício da realização dos desejos da outra pessoa, mas, ao longo da caminhada, alguns atritos podem suscitar em nosso coração a vontade de não sermos mais tão dedicados.

Algumas pessoas, já nos primeiros embates, querem desistir. No entanto, aquilo que distingue um verdadeiro relacionamento de qualquer outro tipo de envolvimento é o comprometimento entre as pessoas que se amam. E só podemos viver essa experiência quando conhecemos as necessidades do outro a respeito desse projeto de vida em comum, no qual devemos nos empenhar para o seu amadurecimento.

Embora sejamos românticos ao afirmar que encontramos o amor da nossa vida, na prática, corremos o risco de desejar apenas receber amor e atenção e não suprir os anseios de nossa (o) companheira (o).

Disso se faz a exigência de um relacionamento. Pois, para isso, custará o esforço de abandonar o nosso egocentrismo, a importância de nossas necessidades em favor do outro. Tal desprendimento faz com que coloquemos a pessoa amada em primeiro lugar e isso não deve ser feito por opção, mas pelo bem-estar do relacionamento. Caso contrário viveremos numa disputa de cada um querer defender seu interesse individual.

Imbuídos dessa convicção, criamos novas experiências, mudamos a nossa maneira de pensar, de ver o mundo e as pessoas dentro de suas limitações, sem deixarmos de ser um com o outro.

A perfeição desse amor desejado se faz no sacrifício da entrega.

Assim, o amor, o carinho e a atenção que desejamos receber serão proporcionais àquilo que ofertamos.

* Está certo isso???!!!

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18 responses to this post.

  1. Como qq outra coisa na vida, conquistar é fácil, o problema sempre é manter.

    Kisu!

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  2. Manô,

    Demorei muito pra entender que amor não é sentimento, mas atitude. No entanto é uma estrada longa, de difícil percurso, mas na mesma proporção, muito gratificante. Gr. Bj.!

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  3. Posted by Olivia Alves on 30 de novembro de 2013 at 16:48

    Concordo com a importância do comprometimento, mas não nele como uma obrigação de fazer o desejo do outro acima de tudo. Afinal relacionamentos são feitos por duas pessoas. Se vc deixar de buscar os seus objetivos, seguir suas vontades, para apenas se doar, não há como isso ir pra frente.

    Acredito na importância de se pensar junto, planejar as coisas considerando os desejos de ambos, tentando aliar. É claro que em alguns casos teremos que abrir mão de algo que queremos pelo bem do outro. Mas isso não pode ser uma via de mão única…

    Enfim, o importante é buscar o equilíbrio, se doar sem deixar de se amar! Quando nos amamos somos também capazes de amar aos outros.

    Muito legal o texto e a possibilidade de refletir sobre essa coisa linda que é o amor!

    beijo

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    • Olívia, muito legal o seu comentário. Gosto dos pensamentos dessa sua cabecinha boa. Gostei disso que você escreveu:
      ” Acredito na importância de se pensar junto, planejar as coisas considerando os desejos de ambos, tentando aliar. É claro que em alguns casos teremos que abrir mão de algo que queremos pelo bem do outro. Mas isso não pode ser uma via de mão única… “.
      Um beijo

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  4. Manoel,
    Acredito que, quando o amor é v e r d a d e i r o e d e s i n t e r e s s a d o, ele é feito para durar. As dificuldades começam quando um dos dois começa a questionar as atitudes do outro: “porque ele não diz … ?”, “porque ela não faz…?”, etc.
    O amor que nada pede, nada exige e apenas oferece é raro. Para quem tem a sorte de o sentir, de o partilhar, é a chave do equilíbrio e da harmonia.
    O resto, os sentimentos de posse, as exigências, as negociações em troca de o amor, da fidelidade, são apenas subterfúgios… e escapatórias…

    Grande abraço!

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    • Dulce, nossa que ótimo o seu comentário. Um ponto de vista bem analisado e sincero. De quem sabe valorizar o que quer. Eu acredito na pureza dessa existência. Um dia, se a gente procurar bastante, acaba encontrando. É importante que se saiba que é um sentimento a dois. Um para o outro e vice-versa. Acho que consegui fechar o circuito, não é Dulce!
      Um abraço grandão

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  5. Está certíssimo! Gostei muito da frase: “Pois, para isso, custará o esforço de abandonar o nosso egocentrismo, a importância de nossas necessidades em favor do outro. Tal desprendimento faz com que coloquemos a pessoa amada em primeiro lugar e isso não deve ser feito por opção, mas pelo bem-estar do relacionamento.” Acredito nisso, em amar abnegadamente. E o bonito disso tudo é que se a outra pessoa nos ama, fará o mesmo por nós. Beijo

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  6. Será que o amor e os relacionamentos (passados e atuais) não estão cheios de outros interesses, menos o de AMAR?

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  7. Manoel, talvez não tenha que haver tanto ¨sacrifício¨ em nome do amor. Ele, em si mesmo, é espontâneo, gratuito e prazeroso.
    Tampouco precisamos abnegar de nossa individualidade, de nossas preferências e vontades para nos fazermos amantes ou amad@s,
    Acho que estou tentando dizer que o amor, pra mim, precisa mais de liberdade do que de renúncias. Será que isso é possível??
    Um abraço!

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  8. Sinceramente, não sei. Acho que há uma enorme diferença entre amor por filhos, uma incondicionalidade que ultrapassa a fronteira do que nos une a maioria das pessoas. Como vejo, o casamento é uma decisão entre dois. Pode ou não haver amor nesse contrato. Havendo, ele (o casamento) dura e é um agente de liberdade, de intimidade, de auto conhecimento, de troca. O amor causa independência, não sou feliz por causa do outro, já deveria ser feliz sozinho. Sou mais feliz com o outro. Mais, não por causa. Para tudo que funciona tem que haver entrega, do amor ao título do flamengo.

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    • Mariel, seu comentário é muito interessante e verdadeiro. A felicidade está com a gente mesmo. Dentro do coração. O mais ou menos pode ser alcançado. Agora, para tristeza do Mano Menezes, aparece o flamengo campeão, kkk! Eita vida ingrata! Rs.
      Um abraço

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  9. Adorei esse texto, nem preciso dizer por quê né? Hehe
    Se tiivesse que escolher uma palavra chave para ele seria comprometimento. Será esse o segredo de um relacionamento saudável e feliz?

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